6 Álbuns de Rock Lendários de 1990
Os 6 Álbuns de 1990 que envelheceram como vinho no gosto dos amantes do rock. Comentados, listados e recomendados pelo BrickRiff.
LISTA DE ÁLBUNS
David Wander
3/27/20269 min read


O ano das Novidades Excêntricas
Saudações amantes do Rock! É artigo científico que a década de 90 foi essencial para a criação de novos subgêneros, consolidações de outros e para a projeção do que viria mais pra frente. A década já começa com um ano cheio de músicas que se tornaram Hinos atemporais do Rock, músicas inesquecíveis que viraram trilha sonora de nossas vidas. Hoje elas trazem nostalgia e memórias afetivas maravilhosas. Além disso, essas músicas continuam criando memórias inesquecíveis a todo momento!
Para entender a magnitude desse ano, basta olhar para a diversidade que chegava às prateleiras das lojas de discos. Enquanto o Blues ganhava um fôlego visceral e técnico, o Heavy Metal se refinava em complexidade e o Groove começava a dar as caras com uma agressividade nunca antes vista. Escolher os protagonistas dessa safra é uma tarefa de responsabilidade, mas separamos seis discos que são verdadeiras lendas aqui no BrickRiff, obras que moldaram o nosso jeito de ouvir guitarra e que, até hoje, soam tão potentes quanto no dia em que a agulha tocou o sulco do vinil pela primeira vez. Ajusta o ganho, prepara o pescoço e confere essa seleção de peso que abriu a década com o pé na porta:


1. Megadeth –
Rust in Peace
Se o Thrash Metal precisasse de um projeto estrutural, ele estaria aqui. Ouvir Rust in Peace hoje é ser transportado imediatamente para aquele momento em que o Thrash Metal deixou de ser apenas velocidade e se tornou uma demonstração de virtuosismo puro. É impossível não sentir uma nostalgia absurda ao lembrar da primeira vez que os acordes de "Holy Wars... The Punishment Due" saíram das caixas de som; era algo novo, complexo e, acima de tudo, sólido como pedra.
O que Dave Mustaine e Marty Friedman entregaram nesse disco foram riffs técnicos que desafiam a lógica. Cada passagem de guitarra parece ter sido assentada com precisão cirúrgica, criando uma base rítmica que é, ao mesmo tempo, agressiva e sofisticada.
E o que dizer dos Solos Abismais? Friedman trouxe escalas exóticas que pareciam vir de outro planeta, enquanto Mustaine entregava aquela fúria controlada em cada palhetada. Músicas como "Hangar 18" não são apenas faixas de um álbum; são aulas de como construir uma narrativa através da guitarra. É o tipo de disco que a gente ouve e percebe que o Riff, quando bem feito, é o alicerce que mantém o Heavy Metal vivo e imponente até hoje.
2. Alice in Chains – Facelift
1990 foi o ano em que o Thrash se refinou e o Blues se fortaleceu, o Alice in Chains chegou para mostrar que o peso também podia ter uma alma arrastada e densa. Ouvir Facelift hoje é ser engolido pela primeira onda de uma maré que mudaria o Rock para sempre. Olhar para essa capa hoje é lembrar da sensação de que o som das guitarras finalmente encontrou sua tonalidade mais profunda, trocando o brilho por uma densidade lamacenta e autêntica.


Jerry Cantrell nos mostrou que ainda havia espaço para criações gêniais, ele estava construindo um ambiente com uma base Drop-D incomparável. O que temos aqui são riffs massivos que priorizam a textura tonal e um groove pesado que se arrasta e esmaga o ouvinte, como a fundação de um muro de concreto. A introdução de "Man in the Box" é um monumento sonoro que define uma geração, mas faixas como "We Die Young" e "It Ain't Like That" mostram como Cantrell construiu uma base rítmica que era, ao mesmo tempo, melancólica e impiedosa.
A magia das passagens de Cantrell está na sua expressividade hipnótica. Ele não tenta impressionar pela velocidade, mas pela densidade tonal. Em músicas como "Bleed the Freak" ou "Sea of Sorrow", o que ouvimos são leads que priorizam a textura, com bends tortuosos e um uso magistral da alavanca do tremolo que cria um ambiente quase asfixiante, servindo como o contraponto perfeito para a voz única de Layne Staley. Facelift provou que a força rítmica do hard rock e a densidade podiam coexistir, criando um pilar inabalável para o som que definiria a década.
3. Gary Moore – Still Got the Blues
Aqui o tijolo é de mármore, polido e carregado de alma. Gary Moore fez o que poucos teriam coragem: deixou o Hard Rock de lado para retornar às raízes, e o resultado foi uma aula de elegância e força. É impossível não ser atingido por uma nostalgia imediata ao ouvir o tone daquela Les Paul — um som gordo, quente e com um sustain que parece desafiar as leis da física.


Nesse disco, a técnica não serve para impressionar pela velocidade, mas pela precisão emocional. Moore entrega frases que conversam com o ouvinte; cada bend é uma pergunta e cada vibrato é uma resposta carregada de história. É o tipo de execução que prova que a guitarra pode, sim, chorar. A faixa-título é o exemplo máximo disso: uma construção melódica onde o timing e o silêncio entre as notas são tão importantes quanto as notas em si.
O que temos aqui são notas sustentadas ao infinito e uma dinâmica de picking que dita o ritmo do coração. Gary Moore nos lembrou que o feeling sem a técnica é limitado, mas a técnica sem o sentimento é apenas barulho. Ele transformou esse álbum em um blueprint para qualquer um que queira entender como se coloca o Blues dentro do Rock sem perder o drive agressivo. É um disco que envelheceu como um bom vinho: cada vez mais encorpado e essencial.
4. Judas Priest - Painkiller


O Painkiller é o divisor de águas do Heavy Metal, ele trouxe um som moderno que atrairia até um alienígena. A música que dá nome ao álbum já começa com um Solo Monstruoso de bateria, pode ter certeza que o Scott Travis estava inspirado na hora de gravar esse disco, ele espanca a bateria com técnica e arte como se não houvesse amanhã.
Imagine que você é um adolescente em setembro de 1990, entra numa loja de discos, e está lá, na primeira prateleira, essa capa com uma moto dragão brutal, em um cenário apocalíptico... nós, amantes do rock compraríamos sem nem
pensar duas vezes. Chegando em casa para ouvir no seu toca discos, você ouviria um som surpreendentemente novo, com muita técnica e precisão, além de muita criatividade artística musical, com Riffs cativantes, refrões que grudam na cabeça e linhas melódicas de tirar o fôlego.
Por fim, o álbum contém vários Rits como Metal Meltdown, Hell Patrol, Living Bad Dreams e One Shot at Glory. Incrível como a banda fez um álbum sem nenhuma música ruim, todas as faixas sem exceção são impecáveis.


Aproveitando o embalo da nostalgia, que tal garantir sua Vitrola agora mesmo? Afinal som dos anos 90 não foi feito para ser apenas "ouvido", mas sentido.
Tu já imaginou colocar um AC/CD ou Judas Priest para girar e sentir cada nota com a fidelidade que os anos 90 pedem? A Vitrola Retrô Pulse Morrison une o visual clássico que a gente ama com a tecnologia que a gente precisa.
Por que ela é a favorita? É a nº 1 em vendas, com avaliação 4.9/5.
Versatilidade: Tem Bluetooth e saída RCA para tu ligar nas tuas melhores caixas.
Oportunidade de Ouro: De
R$ 749por apenas R$ 479.
5. Pantera - Cowboys From Hell
Agora para os Verdadeiros Apreciadores do Heavy Metal, Cowboys From Hell do Pantera foi o retorno da banda, porém dessa vez com uma identidade musical quase que totalmente distinta do que fora o Pantera, antes uma banda de Glam Metal no meio de tantas outras. Os membros decidiram fazer história e acabaram jogando essa pedrada que vêm fazendo 3 gerações baterem cabeça com o som técnico e "limpo", entretanto pesado.


O grande diferencial aqui reside no tone cortante e na precisão cirúrgica de Dimebag Darrell. Enquanto muitas bandas da época se perdiam em distorções emboladas, o Pantera entregou um riffing com uma articulação absurda, onde cada nota daquelas cavalgadas rítmicas possui uma definição impecável. É uma aula de palm muting e sincronia, criando uma fundação sonora que não precisa de velocidade desenfreada para soar devastadora; o segredo está no swing agressivo que faz cada compasso parecer um soco no peito.
Nas passagens melódicas, o que ouvimos é uma criatividade que desafia os padrões do gênero. Dimebag elevou o nível do jogo ao misturar shredding de alta voltagem com o uso magistral de harmônicos artificiais que "gritam" através dos amplificadores. Faixas como a própria "Cowboys from Hell" ou a densa "Cemetery Gates" mostram que era possível unir um sustain dramático a uma técnica de alavanca totalmente fora da curva. Esse disco não foi apenas um lançamento; foi o milestone que provou que o Metal poderia ser moderno, técnico e absurdamente autêntico.
6. AC/DC - The Razors Edge
Para quem busca o fundamento do Rock de arena, esse álbum é o manual definitivo de como a simplicidade, quando executada com um timing impecável, se torna imbatível. Angus Young e Malcolm Young entregaram uma aula de rhythm guitar, onde o segredo não está no excesso de notas, mas no "espaço" entre elas e na pegada seca que faz o som estalar nos falantes. É impossível não sentir aquele soco de nostalgia logo nos primeiros segundos de "Thunderstruck", onde o alternate picking frenético do Angus criou um dos ganchos mais icônicos de todos os tempos, sem precisar de uma gota de distorção a mais do que o necessário.


A engenharia sonora aqui é focada no brilho e no ataque das guitarras Gibson ligadas direto nos Marshall. O que ouvimos em faixas como "Moneytalks" ou na própria "The Razors Edge" é um uso magistral de open chords que preenchem o ambiente com uma ressonância absurda, criando uma parede de som que é limpa e cortante ao mesmo tempo. Não há firulas desnecessárias; cada nota é colocada para servir ao groove da bateria de Chris Slade, resultando em uma coesão rítmica que é o verdadeiro esqueleto do Hard Rock de alta voltagem.
O que fecha o pacote são as passagens melódicas curtas e venenosas, onde o Angus destila toda a sua herança de Blues com uma agressividade técnica fora do comum. Seus bends são precisos e carregados de um vibrato nervoso que corta a mixagem como uma navalha, justificando o título do disco. O AC/DC mostrou que o Rock clássico ainda era o dono do pedaço, entregando um performance que é, simultaneamente, um tributo às raízes e um salto para a modernidade sonora que a década de 90 exigia.
6.1 Menção honrosa
Scorpions - Crazy World
Agora como menção honrosa O Crazy World dos Scorpions, banda aclamada por qualquer um que se julga como fã de Rock no Brasil e no mundo. Este álbum contém uma das músicas mais nostálgicas de todos os tempos, quando escutamos apenas 1 segundo de sua introdução, o coração já começa a bater no ritmo da música, e a melodia se impregna na nossa cabeça, quando o assobio começa, não tem quem não se sinta tocado pela nostalgia e emoção... Sim amantes do rock, estou falando de Wind of Change, um Hino cheio de história e lembranças. A música fala de um contexto histórico também, a Guerra fria, mais específicamente a fim dela, e o assobio significa a Esperança de um novo recomeço.
O álbum também contém outros grandes Rits como Crazy World e Send me an Angel, a última contém suas controvérsias de cópia e inspiração, mas não deixa de ser uma música espetacular.
Sabia dessa amante do Rock?


